A diferença entre pisos dissipativos e condutivos: como especificar, contratar e controlar

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As especificações corretas de um piso podem representar o sucesso ou a falha das operações de uso que sobre ele ocorrem. Essas especificações englobam diversas exigências:

  • Mecânicas – o piso deve ser resistente a carregamentos, desgaste por abrasão etc;

  • Químicas – devem ser verificados os melhores materiais e tecnologias para resistir à agressividade química do ambiente, chuva ácida, queda de produtos manipulados, tratamentos químicos realizados etc.;

  • Físicas – os pisos devem ser especificados para atender às necessidades de variações de temperatura, parâmetros de resistência elétrica e condutância;

  • Outras – facilidade de limpeza, anti-derrapância, coloração, impermeabilidade à água e óleo e rodapés tipo “hospitalar”.

A unidade padrão utilizada para dimensionar a resistência elétrica é denominada “ohm”, ou seja, a dificuldade na passagem (resistência elétrica) apresentada por um condutor atravessado por uma corrente de 1 ampère (1A) e submetido a uma tensão de 1 volt (1V). Para os pisos em concreto, as resistências elétricas situam-se normalmente entre 104 e 1015 ohms.

A condutância, o inverso da resistência elétrica, nos permite concluir que, quanto menor a resistência elétrica, maior será a condutividade do material.

A umidade relativa do ar tem influência significativa para o acúmulo de energia elétrica nos corpos e vestimentas das pessoas. Quando o ar está seco, gera-se eletricidade estática por atrito. Em muitos casos, esta energia acumulada não é totalmente dissipada para o piso, motivo pelo qual devem ser adotados sistemas que possibilitem a transferência da condutividade elétrica por meio das solas dos sapatos para o solo, prevendo a acumulação de cargas eletrostáticas maléficas e evitando danos a equipamentos ou eventualmente explosões indesejadas. As solas de borracha ou materiais plásticos são isolantes, promovendo o acúmulo de eletricidade estática.

Dentre os sistemas testados pela norma americana ASTM F150, encontram-se os pisos isolantes e os anti-estáticos.

Os isolantes são pisos com alta resistência elétrica, tipicamente acima de ohms. Frequentemente denominados “capacho de alta força dielétrica”, previnem contra o risco de choque pois não dissipam as cargas elétricas dos usuários e equipamentos.

A maioria dos materiais utilizados na fabricação dos pisos não é projetada para ter propriedades elétricas. Estes materiais situam-se na casa de e  ohms e são considerados não-condutivos sob condições normais de uso.

Já no grupo dos pisos anti-estáticos, que dissipam as cargas elétricas, tipicamente abaixo de  ohms, encontram-se os dissipativos estáticos (a ohms), condutivos ( a ohms) e os super-condutivos ( a ).

Desta forma, passa a ser fundamental a verificação da finalidade do uso do piso, bem como as recomendações dos fabricantes dos equipamentos no que se refere às propriedades elétricas específicas de onde serão executados os pisos. Vale lembrar que em todos os casos, quaisquer contaminações ou sujidades podem comprometer o “desempenho” elétrico dos pisos, devendo se exigir perfeita limpeza, principalmente dos pisos anti-estáticos.

Por exemplo, uma pessoa caminhando com sola de borracha sobre carpete sintético, gera e acumula até 12.000 V de tensão em carga estática, o que pode ser crítico para qualquer equipamento eletrônico, sendo que apenas 10 V seriam suficientes para danificar um chip.

Resumidamente, a tabela a seguir apresenta as recomendações para especificações de cada tipo de piso.

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Deve-se, portanto, verificar o desempenho do concreto, do revestimento e do sistema de aterramento instalado no concreto para obter-se os resultados especificados.

A Monobeton é especialista nesse tipo de especificação. Se houver dúvidas, solicite um estudo técnico!